
O Programa Saber Fazer Portugal é uma iniciativa nacional dedicada à salvaguarda, valorização e transmissão das artes e ofícios tradicionais portugueses. O programa reconhece estes saberes como património cultural vivo, essencial à identidade coletiva, promovendo o conhecimento, a documentação e a continuidade das práticas artesanais em diálogo com o presente.
Num contexto em que a comunicação acontece maioritariamente no digital, o desafio passou por dar visibilidade a um património profundamente humano, manual e territorial, sem o descaracterizar. O objetivo foi tornar o Saber Fazer compreensível, relevante e próximo para públicos diversos, mantendo o rigor institucional e a profundidade cultural do programa.
A estratégia de comunicação foi desenhada a partir de três objetivos claros.
Aumentar o reconhecimento da marca Saber Fazer, garantindo uma identidade consistente e facilmente identificável.
Aprofundar o envolvimento emocional com a audiência, criando proximidade e sentido de pertença.
Ampliar o alcance da comunicação, levando a mensagem do programa para além dos públicos já existentes.
O trabalho começou pela consolidação da identidade do Programa Saber Fazer no espaço digital. Foi definida a personalidade da marca, os seus princípios orientadores e o tom de voz, assegurando coerência entre mensagem, linguagem e presença visual.
A aplicação consistente da identidade gráfica e dos elementos visuais nas redes sociais permitiu criar continuidade e reconhecimento imediato. A comunicação passou a responder de forma clara a perguntas essenciais como o que é o programa, para quem existe e porque é relevante, garantindo que o primeiro contacto com o Saber Fazer fosse esclarecedor e memorável.
O envolvimento foi assumido como um eixo central da estratégia. Mais do que comunicar informação institucional, a abordagem privilegiou a criação de ligação emocional com a audiência, valorizando pessoas, histórias, territórios e práticas.
Foram definidos pilares de comunicação que orientaram a produção de conteúdos, ajudando a estruturar narrativas consistentes e alinhadas com a missão do programa. Esta organização permitiu criar conteúdos mais relevantes, incentivar a interação e estimular a participação ativa da comunidade, transformando seguidores em interlocutores próximos do Saber Fazer.
Para expandir a comunicação para além das plataformas próprias, a assessoria de imprensa desempenhou um papel central. O objetivo foi garantir uma presença consistente e contextualizada nos meios de comunicação social, reforçando a visibilidade, a credibilidade e o reconhecimento institucional do programa.
A estratégia partiu das três dimensões fundamentais do Saber Fazer institucional, sociocultural e económica, e humana, adaptando mensagens e ângulos editoriais aos diferentes meios, públicos e momentos de comunicação. Mais do que divulgar ações pontuais, o trabalho de imprensa procurou explicar o programa como um todo, clarificando a sua missão, impacto e relevância no contexto cultural português.
Foram definidos momentos estratégicos de comunicação ao longo do ano, alinhados com o calendário do programa, eventos, anúncios institucionais e iniciativas no território. Esta continuidade permitiu construir uma narrativa sustentada, evitando uma presença mediática fragmentada e episódica.
A articulação entre imprensa nacional, regional e especializada contribuiu para ampliar o alcance do Saber Fazer, chegar a novos públicos e consolidar a sua posição como iniciativa de referência na valorização das artes e ofícios tradicionais em Portugal.
O trabalho desenvolvido criou uma base sólida para a comunicação do Programa Saber Fazer, reforçando o reconhecimento da marca, aprofundando a ligação com a audiência e ampliando o alcance da sua missão. A estratégia permitiu posicionar o programa como uma referência cultural contemporânea, capaz de comunicar tradição com clareza, relevância e sentido de continuidade.